Situação hídrica

O regime de precipitação no Estado vem sofrendo alterações nos últimos anos. Cada vez mais as chuvas concentram-se em curtos espaços de tempo, intercalando com maiores períodos secos. Embora os acumulados não tenham diminuído, essa mudança na distribuição das chuvas, aliada à falta de planejamento, resulta em um número cada vez maior de municípios que registram ocorrência de estiagem junto à Defesa Civil.

Entre 2003 e 2013, mais de 90% dos municípios (460) registraram pelo menos uma ocorrência de estiagem, e 161 decretaram em pelo menos quatro dos 11 anos. Alguns municípios registraram ocorrência de estiagem em mais da metade do período analisado, com destaque para Bagé, que registrou ocorrência em oito anos.

O RS possui uma das maiores disponibilidades hídricas do País, contando com uma grande densidade de cursos d’água, um vasto sistema de lagoas na planície costeira e grandes reservatórios de água subterrânea, como o aquífero Guarani, um dos mais importantes do mundo, que possui mais de 18% do seu volume em território gaúcho.

Mas, apesar disso, a Agência Nacional das Águas (ANA) considera que o RS possui uma das situações mais críticas de balanço hídrico, junto com o semiárido nordestino. Isso se deve, principalmente, à falta de planejamento e à má gestão dos recursos hídricos, que resultam na baixa qualidade da água e no desequilíbrio entre disponibilidade e demanda. O baixo índice de tratamento de esgoto, o uso abusivo de agrotóxicos, o despejo de rejeitos industriais são alguns dos fatores que fazem com que o Estado apresente altos índices de poluição dos cursos d’água.

Como citar

PESSOA, M. L. (Org.). Situação hídrica. In: ___. Atlas FEE. Porto Alegre: FEE, 2017. Disponível em: < http://atlas.fee.tche.br/rio-grande-do-sul/socioambiental/situacao-hidrica/ >. Acesso em: 22 de novembro de 2017.